domingo, 16 de novembro de 2008          
 
    Os líderes do países mais industrializados do mundo e emergentes (G20) reunidos sábado em cimeira na capital federal norte-americana, estão empenhados em consagrar na declaração final melhorias na regulação dos mercados financeiros, segundo fonte oficial.
    As novas linhas de orientação serão lançadas em Março, antes de uma reunião para seguimento prevista para Abril e depois de Barack Obama tomar posse de Presidência dos Estados Unidos, a 20 de Janeiro.

    O país que acolherá a próxima cimeira do G20 não vem, em princípio, especificado na declaração final, disse a fonte oficial, acrescentando que os líderes do G20 estão no bom caminho para fixarem os termos do documento, dividido em duas partes.

    Uma primeira, com cinco páginas, apela à intensificação dos esforços governamentais para relançar as economias nacionais, cooperar na regulação internacional do sistema financeiro, reformar as estruturas globais de ajuda aos países em desenvolvimento e rejeitar o proteccionismo.

    Com o objectivo de prevenir uma crise semelhante à presente, os ministros das Finanças do G20 serão confrontados com recomendações específicas para harmonizarem os padrões internacionais de regras contabilísticas.
    Neste ponto, está prevista a introdução de regras mais efectivas sobre a avaliação dos activos pelas empresas, uma questão que, pelo menos em parte, é considerada responsável pela crise.

    "É desejável assegurar que os mercados financeiros, produtos e intervenientes sejam regulados, ou fiquem sujeitos a supervisão", acentuou a fonte oficial.

    Assim, os governos terão de cooperar entre si para se protegerem dos chamados paraísos fiscais reticentes à cooperação.

    Sobre a mesa estão ainda recomendações para mudar o modo como as práticas compensatórias premeiam o risco e também para rever os requisitos de gestão exigidos às instituições financeiras internacionais, identificando quais são as cruciais para a economia global.

    A segunda parte do documento - igualmente com cinco páginas - rotulada de "plano de acção", contempla medidas para melhorar a transparência e responsabilidade, a regulação e a confiança nos mercados, o fortalecimento da cooperação e a reforma das instituições internacionais.

    O "plano de acção" aponta no médio prazo para a regulação das agências de notação financeira.

 
 
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CRISE FINANCEIRA: Regulação dos mercados em destaque na declaração final do G20 em Washington