Os bombeiros assalariados do distrito de Bragança juntam-se, este fim-de-semana, à acção reivindicativa nacional pela criação de um regulamento que estabeleça as condições mínimas de trabalho.
Estes bombeiros ocupam postos de trabalho permanentes nas associações humanitárias de bombeiros voluntários, e queixam-se de "serem profissionais de facto, mas não de direito".
Em causa estão motoristas, telefonistas, maqueiros, entre outros que, no Nordeste Transmontano são mais de uma centena de elementos. A reunião tem lugar neste sábado, em Bragança, numa iniciativa do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).
Segundo explicou à Lusa o dirigente sindical Francisco Marcos, deste encontro sairá uma resolução para entregar às diferentes entidades com responsabilidades no sector, uma caderno de reivindicações para a criação de um regulamento que estabeleça as condições mínimas de carreiras, ingresso, progressão, entre outras.
De acordo com o dirigente sindical, por falta de regras, cada associação humanitária "paga o que bem entende" a estes profissionais, com "frequente acumulação de tarefas, cargas horárias excessivas e a confusão de voluntariado com as funções profissionais".
Para Francisco Marcos, "está mesmo em causa a segurança dos serviços prestados", daí a importância da definição de um mínimo de regras para o exercício destas funções.
O STAL está a promover por todas as regiões do país encontros no âmbito da acção reivindicativa por um regulamento de condições mínimas.
No encontro de Bragança, serão também discutidas questões ligadas às políticas governamentais para a Protecção Civil, de que são agentes também os bombeiros.
Em causa estão o financiamento das associações humanitárias de bombeiros voluntários, a falta de meios para as operações de socorro e as políticas de saúde.