O presidente do Instituto Politécnico do Porto (IPP), Vítor Santos, defendeu segunda-feira em Felgueiras que os estabelecimentos de ensino superior devem desempenhar um papel mais activo no desenvolvimento das regiões.
“O Politécnico do Porto começa a criar parcerias na região Norte para fundir competências e valências, colocando-as ao serviço de todos”, afirmou o responsável.
Vítor Santos falava na cerimónia do nono aniversário da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras (ESTGF), uma das duas escolas deslocalizadas do IPP, criada em 1999.
Frequentam o estabelecimento de ensino superior cerca de mil estudantes, metade dos quais da região do Tâmega e Sousa, repartidos por um mestrado, quatro licenciaturas e três cursos de especialização tecnológica.
Para Vítor Santos, este tipo de escolas, "que carregam o potencial do Politécnico do Porto", só fazem sentido se participarem no desenvolvimento das regiões onde estão inseridas, no caso da ESTGF, o Vale do Sousa e o Baixo Tâmega.
A ESTGF é o único estabelecimento de ensino superior público numa das regiões mais industrializadas e densamente povoadas do país, com cerca de 550 mil habitantes.
“É fundamental que esta escola tenha uma articulação plena com o que os gestores da região vão desenhando, adequando a sua oferta formativa às necessidades da região”, frisou o responsável.
Comentando uma intervenção anterior de Manuel Moreira, presidente da Comunidade Urbana do Tâmega (e autarca do Marco de Canaveses), o presidente do IPP elogiou a anunciada fusão do Tâmega e do Sousa numa única comunidade intermunicipal, considerando que esse processo reforçará a capacidade de intervenção de um espaço regional com crescente importância no Norte de Portugal.
Vítor Santos anunciou que o IPP vai procurar reconhecer e acompanhar essa dinâmica, avançando com projectos que aumentem a dimensão da ESTGF, para que seja "um actor no desenvolvimento do Tâmega e Sousa".
Na cerimónia foi apresentado um estudo que prevê a criação do Parque Politécnico em Felgueiras, em terrenos contíguos ao actual edifício da escola, na zona central da cidade, abrangendo uma área de cerca de seis hectares.
O projecto contempla a construção faseada de vários edifícios, o principal dos quais com 5.200 metros quadrados, e a disponibilização de outras valências e zonas ajardinadas que poderão ser fruídas pela população da cidade.