A associação do Eixo Atlântico vai criar, em Janeiro, uma das primeiras agências ecologista urbanas na União Europeia para definir um modelo comum de desenvolvimento sustentável ao Norte de Portugal e Galiza.
A associação, que reúne actualmente 34 cidades portuguesas e espanholas, “prepara-se para ser a primeira euroregião a ter uma agência desta género”, salientou o secretário-geral do organismo, João Mao.
Nos últimos quatro anos, cada uma das 34 cidades tem trabalhado na elaboração das chamadas agendas 21, que fazem o diagnóstico e apontam acções e projectos locais para o desenvolvimento ambientalmente sustentável.
Segundo João Mao, a nova Agência Ecológica Urbana do Eixo Atlântico é o instrumento que faltava para fazer a síntese de todos estes projectos locais e elaborar um plano de indicadores de desenvolvimento comum.
A agência, que começa a trabalhar em Janeiro, está a ser criada com a ajuda da única congénere existente na Península Ibérica, a Agência Ecologista Urbana de Barcelona, que está a fazer o mesmo trabalho naquela cidade espanhola.
Segundo o secretário-geral do Eixo Atlântico, a estrutura vai criar um modelo de sustentabilidade próprio do Noroeste Peninsular, de acordo com a realidade desta euroregião.
A partir desse modelo cada cidade fará um aplicação especifica de acordo com as suas realidades e necessidades.
"As de Bragança não são as mesmas que as do Porto e que as de Vigo, e nós não queremos um modelo militar em que todas façam exactamente o mesmo", frisou João Mao.
A nova agência já tem financiamento comunitário assegurado para começar a trabalhar em Janeiro.
Das 34 que constituem o Eixo Atlântico, apenas as últimas 16 a aderir ainda não concluíram este processo das agendas 21, que visa identificar as acções locais para um tornar a euroregião "exemplar em termos ambientais e de sustentabilidade".