A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, vai receber este ano cerca de 250 alunos do Programa Erasmus, oriundos de 15 países europeus, anunciou hoje fonte da instituição.
A “Erasmus Student Network” da UTAD, associação que presta auxílio e encaminha os alunos estrangeiros, está a preparar uma recepção oficial aos Erasmus para o dia 22, nas instalações da academia transmontana.
Hugo Pereira, presidente daquela associação, disse à Agência Lusa que o número de estudantes Erasmus que optam pela UTAD tem aumentado “significativamente” nos últimos anos.
“Há dois anos tivemos 150 alunos estrangeiros na nossa universidade, no ano passado 200 e este ano são cerca de 250”, salientou.
O responsável referiu ainda que, em termos percentuais, a UTAD é uma das universidades do país que acolhe mais alunos internacionais.
“A UTAD possui cerca de 5.000 alunos e recebe 250 Erasmus, enquanto a Universidade do Porto possui cerca de 50.000 alunos e acolhe à volta de 500 Erasmus”, sustentou.
Os primeiros estudantes Erasmus a chegar este ano à UTAD são provenientes de Espanha, Turquia, Suécia, Roménia, República Checa, Lituânia, Itália, Polónia, Hungria, Grécia, França, Estónia, Eslováquia, Alemanha e Bélgica.
Os alunos distribuem-se praticamente por todos os cursos daquela universidade, mas, segundo Hugo Pereira, com maior incidência nos cursos de Desporto e Economia.
A maior parte dos alunos Erasmus que chegam a Vila Real, com excepção dos espanhóis, comunicam com os professores e colegas em inglês.
Por isso mesmo, segundo Hugo Pereira, alguns destes estudantes apontam como maiores dificuldades encontradas a adaptação à língua portuguesa.
A aposta no intercâmbio estudantil é cada vez maior e porque quer receber cada vez melhor os estudantes Erasmus em Vila Real, a autarquia local está a estudar a possibilidade de criar residências para os alunos estrangeiros, recuperando as casas antigas da zona histórica da Vila Velha.
O presidente da autarquia, o social-democrata Manuel Martins, já disse que se pretende reabilitar aquela zona antiga e degradada da cidade, podendo também ser construídos bares nas zonas inferiores das habitações.