O ex-secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança, Leonel de Carvalho, disse hoje que o país não atravessou "qualquer crise" de criminalidade nos últimos meses, existindo apenas “situações pontuais”, e que no mês de Setembro o número de crimes diminuiu. "Eu não creio que o país atravessasse qualquer crise em termos de criminalidade. Há situações pontuais de mais ou menos criminalidade, que as forças de segurança têm respondido muitíssimo bem", disse à Agência Lusa Leonel de Carvalho, que terminou funções como secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança.
Este órgão é agora presidido pelo novo secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes, que hoje tomou posse.
Segundo Leonel de Carvalho, a criminalidade geral e violenta diminuiu em Setembro relativamente aos meses anteriores. Leonel de Carvalho salientou igualmente que o novo secretário-geral do Sistema de Segurança Interna "vai desempenhar funções que não são fáceis", tendo em conta "a complexidade de todas as missões e tarefas" que lhe são atribuídas no âmbito da Lei de Segurança Interna.
"A tarefa é difícil porque são muitas forças de segurança" para coordenar e "pode haver quadros que aumentem essa dificuldade", disse, garantindo que "existe um bom espírito de cooperação e de coordenação entre as várias polícias e serviços de segurança".
Leonel de Carvalho, que se escusou a adiantar pormenores sobre a complexidade da tarefa, frisou que Mário Mendes vai contar "com forças e serviços de segurança muito bem preparados e motivados".
Sobre as suas funções à frente do Gabinete Coordenador de Segurança, Leonel de Carvalho disse que "o balanço terá que ser feito pelas outras pessoas".
"Foi com muita satisfação e orgulho que em fim de carreira servi o país nas funções de secretário-geral do GCS. Fiz o melhor que pude e soube, afirmou ainda.
Segundo a Lei de Segurança Interna, o Gabinete Coordenador de Segurança é "o órgão especializado de assessoria e consulta para a coordenação técnica e operacional da actividade das forças e dos serviços de segurança, funcionando na directa dependência do Primeiro-Ministro ou, por sua delegação, do Ministro da Administração Interna".
SEGURANÇA: País não atravessou "qualquer crise de criminalidade" nos últimos meses - Leonel de Carvalho