A Polícia Judiciária (PJ) de Braga já abandonou a hipótese de ter havido um crime de rapto no desaparecimento de duas mulheres na Póvoa de Lanhoso na madrugada de quinta-feira, disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.
A PJ concluiu que as mulheres terão ido com os "raptores" de livre vontade.
A fonte adiantou ainda que se poderá tratar “de uma brincadeira de mau gosto" destinada a ofender o queixoso, proprietário da viatura que estava com as duas mulheres quando foi abordado por dois homens que lhe furtaram o carro e as levaram.
"A queixa é verídica, mas as motivações nada parecem ter a ver com rapto", afirmou a fonte, sustentando que as duas mulheres conheciam os alegados "raptores" e terão combinado "pregar uma partida" ao queixoso.
O proprietário da viatura, um homem residente em Guimarães, queixou-se na GNR e na PJ de Braga de que teria sido alvo de "carjacking" quando se encontrava a conversar com duas amigas numa rua do centro da vila da Póvoa de Lanhoso.
Os dois homens - disse então - ameaçaram-no com uma arma e levaram o carro, um Seat Ibiza comercial, e as mulheres, uma de 17 e outra de 27 anos e ambas residentes em Guimarães.
A viatura foi encontrada, horas depois, em Porto de Ave, na estrada entre a Póvoa de Lanhoso e Cabeceiras de Basto.