O presidente da Casa do Douro, Manuel António Santos, garante que não está a fugir à marcação de eleições, depois de a reunião de sábado do Conselho Regional de Viticultores ter sido adiada por falta de quorum.
"Ninguém está a recusar marcar eleições. Nós queremos eleições o mais rapidamente possível", garantiu Manuel António Santos.
Acrescentou que a direcção da CD propôs a realização do acto eleitoral a 30 de Novembro, a 07 ou a 14 de Dezembro.
Aquele dirigente, que respondia ao candidato Pedro Garcias, afirmou aos jornalistas que "não vai haver necessidade" de o Estado ou o Ministério Público intervirem e entendeu que não é possível nomear uma comissão administrativa.
No entanto, sublinhou que todo o processo depende de uma comissão eleitoral, eleita pelo próprio conselho, que recebeu muitos apelos para que não se misturasse a época natalícia com o período eleitoral.
Referiu que a decisão final cabe ao Conselho Regional de Viticultores, que se deverá reunir daqui a 15 dias, nomeadamente a 08 de Novembro.
Conselho autorizou prolongamento do mandato,
diz presidente da CD
Bastava que na convocatória tivesse dito que, não havendo quórum, se considerava válida uma segunda convocatória que permitiria reunir o conselho com apenas um terço dos seus membros.
Por sua vez, Manuel António Santos salientou que o conselho é um órgão autónomo e independente da direcção e lamentou "profundamente" a não comparência dos conselheiros.
Mas, sublinhou, a crítica "é mais uma manifestação de desconhecimento daquilo que a lei preceitua".
"Há um normativo legal que permite ao Conselho reunir em segunda convocatória e bastando para o efeito um terço do quórum, ou seja que se reúnam 42 elementos. Mas isso não pode ser de imediato", afirmou.
O presidente referiu ainda que, só após ser anunciada a data para a eleição da CD, é que se irá pronunciar sobre a possibilidade de se recandidatar ou não ao cargo que ocupo desde 1999.
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e Ministério Público