O Governo anunciou hoje a adjudicação da concessão da Auto-Estrada do Douro Interior ao consórcio liderado pela Mota-Engil e pelo Banco espírito Santo, uma obra orçada em 696 milhões de euros.
Em comunicado, o Ministério das Obras Públicas informa que a escolha recaiu sobre o consórcio Aenor, liderado pela Mota-Engil e pelo Banco Espírito Santo (BES), devido "a critérios de natureza financeira", uma vez que o consórcio Auto-Estradas XXI liderado pela empresa Soares da Costa apresentava uma proposta que representaria um esforço de 970 milhões de euros à Estradas de Portugal.
O Ministério das Obras Públicas informou ainda que a proposta da Mota-Engil e do BES se destaca ainda "na quase totalidade dos critérios de natureza técnica".
Os concorrentes têm agora dez dias úteis para se pronunciar sobre a proposta de adjudicação efectuada.Findo este prazo, e após elaboração do Relatório Final pela Comissão, o Governo procederá à adjudicação definitiva da concessão.
A concessão do Douro Interior beneficiará directamente cerca de 330 mil habitantes dos concelhos de Alijó, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Miranda do Duro, Mogadouro, Alfandega da Fé, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa, Meda, Trancoso e Celorico da Beira.
A subconcessão Douro Interior destina-se à concepção, construção, financiamento, manutenção e exploração, sem cobrança de portagem, de cinco lanços do IP2, entre Valebenfeito Celorico da Beira (IP5), e de três lanços do IC5, entre Murça e Miranda do Douro.
A concessão integra também a exploração e manutenção, sem cobrança de portagem, do lanço do IP2 entre Macedo de Cavaleiros e Velebenfeito.