CIDADANIA - Consumo | Ambiente | Justiça | Preço Justo
 
 
Ler e publicar na era da abundância
10 de agosto de 2009
Não é fácil conversar sobre livros, sobretudo quando se é leitor impenitente e compulsivo, como é o meu caso. Não quero imaginar como seria o meu mundo sem o livro, a minha pequena biblioteca, o meu santuário privado, onde, por minha conta e risco, procedo a viagens fantásticas, encontro refrigério pela alma, desassossego para o espírito, tsunami para o conhecimento. Neste caso de uma conversa que convença definitivamente os cépticos da importância do livro, recorro a dois devotos do prazer dos livros que nos legaram obras-primas do elogio à fé dessas páginas impressas que fazem do silêncio a subversão das nossas vidas: “Livros de mais”, por Gabriel Zaid, (Temas e Debates, 2009) e “No Bosque do Espelho”, por Alberto Manguel (Publicações Dom Quixote, 2009).
Zaid começa por nos provocar distinguindo os que querem ser culto dos que são verdadeiramente cultos: os primeiros, atordoam-se ante a imensidade de tudo o que não leram e compram algo que lhes recomendaram: os segundos, são
 
Industrialização do Consumo, Industrialização da Comunicação
10 de agosto de 2009
Cedo, na sociedade de opulência de objectos e serviços, se descobriu que o consumo não se confina ao económico, é uma irrecusável referência do social, do cultural, do político, do quotidiano e do familiar. Serve esta primeira observação para nos alertar que a industrialização do consumo gera a produção em série de necessidades, assegura visibilidade às massas de consumidores, mas é igualmente resultado de um encadeamento de filamentos e tentáculos que se prendem à expansão do terciário, à organização do cosmopolitismo de consumo, ao espaço desmesurado de ecrãs e altifalantes onde se mostram o indivíduo e a comunidade a consumir ou a desejar consumir. Nos anos 60, comunicólogos como McLuhan alertavam para a industrialização do espírito a partir dos media: o que nascia como meio (transmissão de informações, saberes, imagens ou sons) tendia, inevitavelmente, para um fim. Dito prosaicamente, quando estamos a  « consumir»  um programa dramático, um filme, uma entrevista a um pensador, a
 
Prevenir as reacções adversas dos medicamentos
19 de abril de 2008
Mesmo sujeitos a estudos minuciosos, muito rigorosos, os medicamentos podem induzir reacções adversas relacionadas com factores não ponderados pelos investigadores durante a fase de experimentação. Estas reacções, quando têm uma gravidade ou incidência superior à prevista, são comunicadas pelos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos) ao Sistema Nacional de Farmacovigilância que funciona junto da Autoridade do Medicamento, o que vai permitir que se tomem medidas em prol da segurança na utilização dos medicamentos.
As reacções adversas podem estar relacionadas com múltiplos factores, como se passa a expor:
 - Factores dependentes do medicamento: a dose administrada (quanto maior for a dose, mais intensos serão os efeitos nocivos) ou a via de administração (há, por exemplo, medicamentos que, pela sua forma injectável, originam menos problemas do que os tomados em comprimidos).
- Factores independentes dos medicamentos: podem ir da descoordenação dos serviços de saúde até aos
 
O Gosto “À Grega” nas artes decorativas francesas: Uma experiência excepcional
16 de abril de 2008
Foi o encerramento, por motivo de obras, do Departamento de Artes Decorativas do Museu do Louvre, que possibilitou a realização desta mostra do neoclassicismo francês que está patente na Gulbenkian até 4 de Maio. A mostra é de altíssimo interesse e tem uma museografia da mais elevada qualidade. Na verdade, o visitante tem à sua disposição 126 obras, entre esculturas, pinturas, gravuras, porcelanas orientais e de Sèvres, bronzes, peças de mobiliário e de ourivesaria, exibindo as artes decorativas francesas executadas entre 1750 e 1775, tudo exibido numa comunicação invejável, com a luz certa, com o diálogo apropriado, aproveitando toda a beleza envolvente dos jardins Gulbenkian. O que se pode visitar bem em duas horas convida a regressar e a rever, pois a segunda visita (ou mesmo a terceira) assegura melhor compreensão, tal a inteligência do diálogo estabelecido entre os objectos e as áreas temáticas.
A mostra desta exposição na Gulbenkian fala por si: o gosto “à grega” faz parte de
 
Deixar de fumar é possível: conheça os apoios e os métodos
16 de abril de 2008
A imagem sombria do fumador
Numa época em que deixar de fumar é um verdadeiro fenómeno social, em que se discutem estratégias para interditar o fumo do tabaco em locais públicos e no trabalho, em que se promove o direito a não ser molestado pelo fumo dos outros (a não ser fumador passivo, em suma) e em que se revêem as estratégias para a desabituação tabágica, vale a pena analisar como se pode contar com o aconselhamento farmacêutico para abandonar o vício do tabaco.
Aliás, em meio escolar procura-se persuadir os jovens com a consigna “o melhor é não fumar” ao abrigo dos estilos de vida saudáveis e de uma comunicação dos educadores para que a decisão do jovem seja a de recusar a habituação tabágica em nome dos valores mais prezados (liberdade, saúde, ambiente limpo...).
Os media, que tanto promoveram a imagem do fumador (no cinema era o herói e a vamp sempre a puxar por um cigarro, a publicidade conotava o sucesso com a marca de cigarros, as vedetas televisivas apareciam em público
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assessor da Direcção-Geral do Consumidor, antigo INDC-Instituto Nacional da Defesa do Consumidor.
Colaborador do Repórter do Marão para assuntos de consumo e cidadania há cerca de 20 anos.
 
 
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Beja Santos
 
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